Produção de Soja Baixo Carbono Reduz até 30% das Emissões. Critérios Objetivos Facilitam Certificação.

Programa Soja Baixo Carbono, de adesão voluntária, coloca a soja brasileira na vanguarda da sustentabilidade e redução de emissões. Produtores que aderirem podem se beneficiar com maior valor agregado e acesso a mercados exigentes.

Produção de Soja Baixo Carbono. Imagem: Istockphoto.com
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A Embrapa, em colaboração com outros parceiros, publicou a primeira versão do documento Diretrizes técnicas para certificação Soja Baixo Carbono. Que contém regras básicas para certificar a mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas agrícolas produtores de soja no Brasil.

De forma preliminar, este documento deve subsidiar a coleta de dados em mais de 60 áreas agrícolas, em cinco macrorregiões sojícolas brasileiras, durante duas safras (2023/2024 e 2024/2025). As informações coletadas em sistemas produtivos sob regência das diretrizes Soja Baixo Carbono serão comparadas aos modelos atuais de produção.

Certificação Soja Baixo Carbono é Feita em Parceria com Grandes Empresas

A Embrapa Soja coordena metodologia de pesquisa, desenvolvimento e inovação para operacionalizar o protocolo de certificação Soja Baixo Carbono (SBC), que estão agrupados dentro do Programa Soja Baixo Carbono (PSBC).

O programa conta com a participação de especialistas de várias unidades da Embrapa, inúmeros agentes da cadeia produtiva da soja e representantes de grandes empresas do agro, parceiras do SBC como: BayerBungeCargillCoamoCocamarGDM e UPL.

Diretrizes Técnicas da Soja Baixo Carbono

As diretrizes são baseadas em adequação do imóvel rural e do sistema de produção. Com critérios de elegibilidade específicos para cada um dos itens, de modo a padronizar o ponto de partida da certificação.

Os critérios de elegibilidade para a adequação do imóvel rural incluem questões legais como:

  • Imóvel rural sem autuações ou embargos ambientais;
  • Proprietário sem condenação por trabalho infantil ou análogo à escravidão;
  • Imóvel rural com Cadastro Ambiental Rural – CAR ativo e sem pendências trabalhistas;
  • Eliminação de queimadas deliberadas e atendimento a normatizações;
  • Respeito ao vazio sanitário (medida de manejo da ferrugem asiática da soja) e ao calendário de semeadura da oleaginosa.

Os critérios de elegibilidade adequação do sistema de produção incluem itens como:

  • Adoção de práticas agrícolas obrigatórias e das recomendáveis;
  • Melhoria do balanço de carbono na área de produção;

Cada um dos indicadores recebe uma pontuação para classificar a propriedade, conforme as práticas sustentáveis. Desta forma, fica mais fácil e ilustrativo mensurar se a propriedade se adequa para receber o selo SBC, bem como definir metas de para melhorar o balanço de carbono.

Certificação Alinhada aos Padrões Internacionais

As diretrizes técnicas do Programa Soja Baixo Carbono estão alinhadas às demandas globais, mas respeitando a situação e as condições produtivas do Brasil. Desta forma, atende demandas de produtores e mercados.

Sustentabilidade da Soja Certificada

O selo Soja Baixo Carbono é uma iniciativa voluntária com potencial de mitigar as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 30%. Além disso, pode aumentar o valor de mercado da soja certificada, abrir acesso a compradores que valorizam produtos sustentáveis e atrair compensações financeiras pelos benefícios ambientais.

O estímulo às práticas agrícolas mais sustentáveis, com regras transparentes e apelo à adesão voluntária, faz do selo uma enorme contribuição para a sustentabilidade dentro do processo produtivo. Ajudando a reduzir emissões de gases de efeito estufa, adaptando a agricultura às mudanças climáticas e alavancando a reputação da soja brasileira.

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