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USDA projeta volume recorde nas exportação de queijos da Nova Zelândia

Produção de leite recua 0,5% em 2026, mas exportações de queijo atingem 425 mil toneladas.

Imagem: Istockphoto.com

A Nova Zelândia consolida uma mudança de perfil em sua pecuária leiteira para 2026. Mesmo com a previsão de nova queda no número de matrizes, o país deve alcançar volumes recordes na exportação de queijos.

A estratégia foca na rentabilidade por litro processado, priorizando produtos que capturam melhores preços internacionais em detrimento do volume bruto de leite fluido.

Rebanho menor e mais eficiente

O rebanho leiteiro neozelandês deve recuar 0,5% em 2026, mantendo a trajetória de declínio observada nos últimos anos. A redução é reflexo de limites geográficos para expansão de pastagens e regulamentações ambientais mais rigorosas.

Para manter a viabilidade, os produtores investem em genética e manejo, buscando extrair maior produtividade individual de cada animal. Em 2026, o rebanho deve cair para cerca de 4,66 milhões de cabeças, enquanto a produção total de leite é estimada em 21,8 milhões de toneladas.

Foco na produção de queijos para exportação

A indústria processadora está direcionando parte do leite, que antes seria transformado em leite em pó, para a produção de queijos, visando atender à demanda aquecida na Ásia. Esse movimento resultará em um recorde histórico de exportação para a categoria.

Em 2026, as exportações de queijo devem atingir 425 mil toneladas, um aumento de 2% em relação a 2025, enquanto a produção nacional deve crescer 4% com investimentos em capacidade industrial.

Leite em pó tem produção estável

Enquanto o queijo avança, o tradicional Leite em Pó Integral (WMP) enfrenta estabilidade. A China, principal destino desse produto, mantém demanda estável, mas reduz sua dependência de importações.

Em 2026, as exportações de WMP devem somar 1,375 milhão de toneladas, praticamente iguais ao ano anterior, enquanto a produção deve cair ligeiramente para 1,4 milhão de toneladas.

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