🌻 Sustentabilidade, a Energia do Agronegócio
Entenda como a Produção de Etanol pode Revolucionar a Economia de Baixo Carbono Brasileiro com Alto Impacto no Curto Prazo.

A Produção de Etanol é a Energia do Agronegócio e pode Alavancar a Economia de Baixo Carbono no Brasil.
O agronegócio brasileiro segue apresentando soluções e gerando oportunidades para que o Brasil ocupe papel de destaque na economia de baixo carbono. O país já está à frente de grandes potências, pois sua matriz elétrica é cerca de 60% de origem renovável.
Porém, somente essa matriz energética não é capaz de dar suporte às metas de redução de emissões. Para uma descarbonização no curto prazo, é necessário buscar medidas que tragam mais capilaridade, para um impacto maior e imediato.
Energia renovável e de baixas emissões abre caminho à sustentabilidade.
O relatório “O caminho da descarbonização do setor automotivo no Brasil” da Anfavea (2021) aponta que o setor de Transportes responde por 13% do total de emissões de carbono brasileiras, sendo que o modal rodoviário representa 91% das emissões do setor.
Nossa frota de veículos leves aumentou 19 milhões de unidades nos últimos 10 anos, sendo que 92,2% desse total é de veículos flex, que rodam com gasolina e/ou etanol.
Com relação ao consumo de combustível, as pessoas ainda preferem a gasolina (32% gasolina contra 19% etanol). Na comparação das emissões (apenas a emissão de CO2 no escape), a gasolina emite cerca de 9% (g CO2 / km) a mais que o etanol (considerando a composição da gasolina adicionada de 27% de etanol).
Porém, quando levamos em consideração o ciclo produtivo inteiro (incluindo produção, refino e distribuição), o etanol se destaca com grande vantagem. Com esta metodologia mais completa, a diferença mostra que o ciclo da gasolina emite 151 (g CO2 / km), enquanto o etanol (cana-de-açúcar) 46 (g CO2 / km). A diferença brutal dos números se deve ao fato de que o ciclo de produção do Etanol sequestra carbono.
O Etanol, além da vantagem de ser uma fonte de energia renovável, está fora da zona de influência de países em áreas e/ou envolvidos em conflitos. Já que sua produção pode ser feita totalmente no Brasil, necessitando apenas de um reforço na cadeia de insumos agrícolas.
Etanol como Pilar da Política Energética
Para se ter uma ideia da importância do Etanol na política energética, os Estados Unidos (maior produtor e consumidor de milho do mundo) exportam apenas o excedente da produção. Cerca de 40% da colheita de milho é dedicada à produção do etanol e utilizado para consumo interno (USDA, 2023).
Com relação ao tamanho da produção, os Estados Unidos lideram com 56 bilhões de litros (2022), contra 31 bilhões de litros produzidos pelo Brasil em 2022. Porém, nossa produção de etanol tem mais diversificação (cana-de-açúcar e milho). O que dilui em certa parte o risco, já que uma praga nas plantações de milho pode afetar seriamente a produção do biocombustível americano.
Brasil Avança nas Fontes de Energia Renovável
A Embrapa deve apresentar uma novidade em 2024, o projeto para a produção de etanol a partir do trigo. Sendo esta mais uma etapa de inovação que o agronegócio brasileiro pode implantar.
O estudo com o etanol de trigo traz ainda mais descarbonização para a produção de combustível. Já que a pesquisa da Embrapa Trigo, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, mostrou que a cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite.
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O que se encaixa perfeitamente no framework de economia de baixo carbono. E pode ser uma ação de grande impacto para uma nova política energética de transportes leves.
A Energia do Agronegócio precisa de Planejamento
A produção de cana-de-açúcar, milho e trigo são bastante relevantes para a balança comercial brasileira. Para uma conversão das colheitas em política energética, é necessário calcular ganhos e perdas, especialmente no curto prazo.
No entanto, um plano de geração de Energia Renovável + Sequestro de Carbono pode ser uma bom ponto de partida para práticas ESG de impacto. Já que os combustíveis movem pelo menos um elo de cada uma das cadeias produtivas.
Neste caso, a ação das empresas na recuperação de pastagens degradas, pode ser o impulso para uma política energética renovável, com foco na descarbonização da economia. Seria um grande aumento de produtividade, recuperando ou reformando áreas degradadas, para cobrir novas demandas. Sem a necessidade de abrir mão de receitas recorrentes.
A exemplo dos Estados Unidos, que exportam apenas o excedente da produção de milho, e mantém o equilíbrio entre as demandas pelo produto.
A Energia do Agronegócio a Serviço da Sustentabilidade
Os ciclos de sequestro de carbono na geração de energia fazem da agricultura uma peça chave para a sustentabilidade. Com mais incentivo à produção, maior será o campo de inovação, que deve trazer plantas mais eficazes na produção do açúcar e também um manejo mais eficiente, emitindo menos carbono.
O agronegócio brasileiro já dispõe das técnicas de manejo do plantio e domina a produção do etanol. Quanto mais fontes para o combustível, maior a vantagem competitiva do país e menores os riscos de oferta única.
Produzir o mesmo produto com matérias-primas diferentes é uma inovação da qual o Brasil precisa colher os frutos. Pois o imperativo da sustentabilidade é uma realidade e o Etanol, como política energética, é parte da transição para esse novo framework.
A economia de baixo carbono está ao nosso alcance.